sábado, 21 de julho de 2018

Aniversário Verso em Versos 6 anos

Aniversário Verso em Versos 6 anos
SÁBADO, 27 de Outubro às 10:00 – 23:00
Mestres de cerimônia
Aline Anaya + James Lino + Jaime Diko Lopes + Isac Andrade
Rua batista crespos 105 na Agência Solano Trindade
Ponto de referência Terminal Campo Limpo
Produção de El Choq! Produções
LINK DO EVENTO
https://www.facebook.com/events/500500150402988/

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Sarau Verso em Versos celebra Antologia Verso em Versos

Sarau Verso em Versos celebra Antologia Verso em Versos
Sábado 14 de Julho 2018
PROGRAMAÇÃO
Mestres de cerimônia
Aline Anaya + James Lino + Jaime Diko Lopes + Isac Andrade

11:30 as 14h Almoço (Feijoada da Tia Nice)
13h as 14h JL Queiróz de
14h AS 16h discotecagem Brasa Bass Sounds + Aghata Saan
16h as 17h Pocket Show da Banda Dale
17:30h as 18h discotecagem com DJ JL Queiróz
18h 19:30 Exibição do filme Tchau, Querida.
Com a presença de um dos diretores o Gustavo Aranda que fez junto com Vinícius Segalla
Produção: Cérebro Eletrônico e Jornalistas Livres
Visita de Deputada Leci Brandão
19:30h as 21h SARAU com os amigos
confirmados Giovana Tazinazzo, Preto Win, Márcio Ricardo da Silva, Lucas Afonso, Jenyffer Nascimento, Ândeson Socram,Edk Lazarini, Davi Silva, Duzzão, Davi Aplik Umdasul, Americano Fiduhenrique, Potyra Paz, Anabela Gonçalves, Shayene Karina, Bruna Magno José Roberto, Fuzzil Magoma
21h as 22h Pocket Show
22h
22h as 23h Discotecagem
Transmissão ao vivo pela Rádio Mixtura
www.radiomixtura.com.br

EXPOSIÇÕES:
Capuchetas Poéticas
( Essa exposição vai ser colaborativas...teremos papeis e canetas coloridas as pessoas vão escrevendo poesias e pendurando pelo sarau)

LANÇAMENTO DE LIVROS:
+ Antologia Verso em Versos
+ 1º volume da coleção “Aqui, tudo é samba” de Raquel Tobias
+ 21 Gramas de Marcio Vidal Marinho
+ Locomotivamente de Pow Litera-Rua
+ Tinta Loka - Street Book de Bonga Mac e Tamires Santana

LANÇAMENTO DA REVISTA:
Sampa Mundi

FEIRA DE ECONOMIA SOLIDARIA:

LANÇAMENTO DE VÍDEO
+ Além Do Livro de Xan Alexandre
+ Rua De Trás ll de Interno
+ Eu não sou o pai de Geenuino, o PAI

Produção El Choq! Produções
Mais Informações: 11-981926297 - versoemversos@gmail.com
TOD@S SÃO BEM VIND@S
Tragam Crianças
Link do evento https://www.facebook.com/events/193303771303490

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Verso em Versos no Jornal da Band - Serie "O Poder Transformador da Arte"

O Sarau Verso em Versos esteve em rede nacional 2 de junho 2018, no Jornal da Band! A reportagem especial "O Poder Transformador da Arte" traz a história de nossa amada Dona Eliane que encontrou na poesia um alento para suas dores e, também, a celebração de seus amores.

A matéria registrou o sarau que aconteceu pelas ruas do Jardim Monte Azul - Zona Sul - SP - Brasil e na Agência Solano Trindade em março deste ano. O evento durou 12 horas e contou com mais 20 atividades, entre apresentações de músicos e poetas e escritores que apresentaram seus livros, feira de economia solidária, almoço da Tia Nice Cleunice e os lançamentos da primeira antologia dos poetas do Verso em Verso e os fanzines ZineVerso de Dona Eliane, Aline Anaya e James Bantu.

O dia que foi gravado essa matéria teve a produção do evento de El Choq! Produções


“Sentir-se bem”

Observo que “sentir-se bem” tem sido a busca primordial dos seres vivos. Nós, “humanos”, associamos “sentir-se bem” aos “prazeres”, sobretudo nos dois últimos séculos. Não haveria problemas nesta relação se não houvesse a formatação dos “prazeres”... Ou seja, a busca primordial das nossas vidas vem sendo delineada por “outros(as)” na mesma proporção em que nos abandonamos.
Deste ponto de vista posso afirmar que os principais “prazeres” identificados nas sociedades “modernas” são:
Comer (Principalmente gorduras, açúcares e massas)
Fazer sexo (Com preferência para corpos estereotipados ou padronizados)
Comprar (Há quem prefira esse último aos demais)
Se entorpecer (Em consequência ou paralelamente à busca frustrada dos demais “prazeres”)
Todos esses “prazeres” estão diretamente relacionados aos corpos (obviamente), pois é somente por meio desses que experimentamos os “prazeres” e as “dores”. Por falar em “dores”, essas também vêm sendo formatadas... Mas, retomemos o foco: “Sentir-se bem”.
Se essa é a busca primordial dos seres vivos, podemos dizer que temos entraves. Não vejo a sociedade que vivo como vitoriosa... Nós, “humanos”, dificultamos essa busca para todos.
Para obter os “prazeres” elencados temos empreendido todo o nosso tempo, todos eles passam por processos de mercantilização, sendo assim, exigem recursos, sobretudo financeiros. Dentro da lógica imposta, se não temos dinheiro não temos “prazeres” e, fatalmente, não temos como nos “sentir bem”. É exatamente nesse ponto que iniciam-se os processos de abandono.
Para comer o que nos ordenam, para fazer sexo da forma como nos ensinaram, para comprar coisas que nos são apresentadas como imprescindíveis... A nós, pobres, só restam as possibilidades do trabalho ou do crime (que, também, implica em trabalho).
Dessa forma, trabalhamos absurdamente, incessantemente e, ainda assim, não nos “sentimos bem”... O grau de frustração, que leva à busca do entorpecimento, é infinitamente maior que o da satisfação, para a maioria esmagadora da população. Esses “prazeres formatados” tornam-se, também, “prazeres saturados”... Quanto mais obtemos, menos nos satisfazemos... A capacidade de “sentir prazer” é danificada pela quantidade exigida e, essa “quantidade”, dentro de uma lógica de mercantilização é infinita, afinal “o mercado precisa ser aquecido”.
Quando criança tinha adoração por doces. Até certa idade tive quantos doces quisesse por dia... Meu pai comprava. Depois houve uma grande fase de dificuldades financeiras, meu pai adoeceu... Ele trabalhava demais... E os doces ficaram inacessíveis. Eu inventava, criava, fazia misturas loucas do tipo farinha de mandioca, açúcar e leite. “Leite Moça” era o meu sonho de consumo... Quando rolava uma lata, era cozida e escondida após a primeira distribuição.
O fato é que depois que cresci e comecei a trabalhar, engordei uns vinte quilos nos primeiros cinco anos, pois o “prazer” de comer doces foi totalmente absorvido. Mas, a minha capacidade de senti-lo foi danificada e com o passar do tempo o “Leite Moça” estocado no armário foi sendo descartado. Eu precisava de mais...
Fazer sexo é algo totalmente “normatizado” em nossa sociedade, nos ensinam desde cedo o que pode e o que não pode. O que “não pode” torna-se alvo, mesmo que coberto pelo “moralismo” e pela hipocrisia.
Assim como o “prazer” de comer, o “prazer” sexual também é afetado pela oferta. Aquele corpo ao seu lado, quando lhe é garantido, passa a não lhe despertar tanto interesse, mesmo que esse corpo seja o “padrão do que deve ser desejado”. Ansiamos por mais...
Quando os dois “prazeres” dominantes falham, o terceiro vem com força: Comprar! Comprar! Comprar! Não importa o que, não importa o preço... Pagamos a juros altíssimos tudo que “desejamos” comprar. Com o passar do tempo as compras ficam mais sofisticadas e exigem mais trabalho, mais abandono e dedicação para aquisição de coisas que não “preencherão nossos espaços vazios”.
O que nos resta é o entorpecimento que, contraditoriamente à busca primordial, implica em “deixar de sentir” ou “sentir artificialmente”. Os entorpecentes não são apenas drogas, são telas, jogos, celulares, fama, bajulações... Tudo que se pode pagar com o suado dinheiro “ganhado”.
Nem sequer descansamos... Após as infinitas horas dedicadas ao trabalho, nos obrigamos ao “sentir-se bem”, como uma forma de gratificação, bonificação... Precisamos produzir, assistir, ganhar... A qualquer preço.
Nossa busca primordial parece ser inútil a essa altura do texto... Mas, atentem... Nossa busca não são os “prazeres” e sim o “sentir-se bem”. Percebam que quando encontramos pessoas queridas ou não, perguntamos: “Está bem?” E obrigatoriamente todos dizem: “Sim! E você?”.
O verbo transitivo direto é “sentir” e ironicamente caminhamos para os mais altos níveis de insensibilidades. Quando conjugado “sentir-se” é muito mais difícil, pois passamos a vida inteira dedicando nosso tempo às coisas externas, alheias... Não nos conhecemos, não olhamos para dentro de nós mesmo, muito menos para dentro dos(as) outros(as)... Como poderíamos “nos sentir”?
A falta de tempo para nos observarmos inviabiliza o olhar para dentro e, consequentemente, não refletimos sobre o que verdadeiramente nos faz “sentir-se bem”... A alimentação, por necessidade fisiológica, é colocada em segundo plano. Não comemos e, está cada vez mais difícil conseguirmos, alimentos que nos proporcionam energia e saúde.
Inventamos máquinas, de todos os tipos, para nos poupar o gasto de energia e depois mais máquinas para queima das calorias acumuladas e fortalecimento dos músculos atrofiados gradativamente... Recebemos ordens para caminharmos, corrermos, nos exercitar em equipamentos que nos aprisionam... Por falar em prisão, a indústria do entretenimento é uma das mais sofisticadas... E lá se vão mais horas em busca do corpo e da mente esteticamente e energeticamente cuidados...
A beleza, em sua maior amplitude, é ignorada... Não há tempo para “o olhar mais profundamente”... Os alvos são a perfeição e a vitória artificializadas ou a redução de danos... Nossos corpos são “troféus” ou “refugos”.
O ato sexual é diretamente associado aos corpos plásticos, vazios e incapazes de atingir o “Nirvana”, a troca de energia capaz de nos fazer bem. As máquinas sugam nossas energias e nos devolve à inercia e à frustração que nos obrigam ao consumo de suplementos. Não contemplamos nossos corpos e as almas perdidas... Os avaliamos de um ponto de vista equiparativos aos padrões.
Há resistências, poucas, mas, conscientes... “Falhas na Matrix”, brechas que nos aproximam da capacidade de sentir. Observo que povos que resistem à lógica imposta sofrem ataques contínuos, tentativas de dizimação e desqualificação de suas culturas... Sejam elas nações atacadas, bombardeadas e invadidas por exércitos “salvadores” liderados pela ONU e seus “heróis” ou comunidades cerceadas e inferiorizadas por preservarem modos de vida que contrariam a lógica da “evolução” ocidental. Há fenômenos que podem ser avaliados socialmente, mas os verdadeiros impactos precisam ser analisados individualmente, visto que a individualização é a estratégia de ataque.
Andar na contramão é constituído como patologias que devem ser curadas ou aniquiladas. “Sentir-se bem” é subversão e os(as) que ousam resistir passam por processos de banalização e desqualificação, devem ser banidos(as), isolados(as) ou encarcerados(as) em prisões sólidas e insólitas... O contato individual ou o roteiro turístico até essas comunidades e seres vivos levam vírus que se difundem por telas, ações governamentais e privadas.
“Sentir-se bem” é o único caminho de resistência na conjuntura em que todas as outras formas falharam.

E você? Como está?
...

Eu?
...

(Marilu Cardoso – 18/05/2018)



sexta-feira, 1 de junho de 2018

Verso em Versos na Jornal da Band. O poder transformador da arte

O Sarau Verso em Versos esta participando de uma série de reportagens especiais sobre O poder transformador da arte e sera exibido no o Jornal da Band.

Serão três episódios, a equipe andou pelas periferias de São Paulo e de Salvador, Bahia, para mostrar histórias de pessoas de diferentes idades que tiveram suas vidas impactadas pela música, poesia e fotografia.

São dois episódios dedicados a São Paulo, onde são contadas histórias da Casa dos Curumins, na Pedreira e do Sarau Verso em Versos, no Jardim Monte Azul. E outro episódio dedicado a Salvador, onde a equipe passeou entre as vielas da capital baiana para falar com as pessoas que encontraram na arte uma maneira de dar a volta por cima.

A produção e reportagem é de Adriana Alves e as imagens de Ricardo Simões.
NOSSO EPISODIO VAI AO AR NO SÁBADO DIA 2 DE JUNHO, às 19h20 no Jornal da Band
 

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